com Caio Fernando de Abreu:
“Eu comecei minha faxina. Tudo o que não serve mais
(sentimentos, momentos, pessoas) eu coloquei dentro
de uma caixa. E joguei fora. (Sem apego. Sem melancolia.
Sem saudade). A ordem é desocupar lugares. Filtrar emoções.”
[Caio F.]
"Pois bem, faxinei ano após ano.
Mas a porta dos fundos recebia toda a poeira de volta.
Talvez fosse cômodo permiti-la entreaberta, já que de vez
em quando uma brisa permeava o local. Esse ano fez calor.
O bastante para a decisão da compra de ares artificiais.
Então fechei-me porta adentro. Porém, na fresta restante,
o pano úmido sempre que fitado, teima em me dizer:
- Nada é definitivo. "
[Mari H.]
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